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Nome: Gilberto Pompermayer
Profissão: Psicanalista
Email: g.pompermayer@indicapira.com.br

 Quando começa a Vida?

  Publicado em: 30/11/2009 10:30:42


 

Mais do que uma relação entre células, tecidos, órgão, sistemas e organismo, na dimensão de um sopro renovador, em tudo o que você já viveu, saberia dizer neste exato momento, como etapa inicial destas linhas e que seja momentaneamente para apenas uma reflexão, quando é que começou a sua vida? Convido você, pois essa é a questão fundamental que passamos a colocar entre as linhas que se seguem. Aceita esta nítida, profunda e elevada reflexão? Vem comigo então.

Quando começa a vida? Quando começou a sua vida? Como referência, busque em sua memória quando você tinha dez anos de idade. O que queria ser quando crescesse? Afinal, você cresceu e é exatamente o que sonhou ou o que desejou? Provavelmente, se continuar a fazer o que está fazendo, vai continuar a obter o que está obtendo. Isso lhe basta? Saiba que para milhões de pessoas em um determinado momento, mesmo entre labirintos a vida começa a melhorar ou simplesmente passa a continuar? Melhorar ou continuar? A verdade é que muitas vezes o entusiasmo das idéias e o calor da expressão de cada ser nesta existência geram descortesia, pois a vida humana não se equivale apenas por sinônimos, pois todos contribuem diretamente ou indiretamente à manutenção da vida humana e inconscientemente à  grande Teia da Vida, mas provavelmente não respondem à pergunta que nos reúne nestas linhas.

Será que é a Divindade ou a ciência que vai nos responder ou será que precisamente será segundo critérios e padrões bem definidos, mas entre a emoção e a razão, a importância daquilo que se produz, razão ou emoção no sentido de motivo, de auto-estima, isso não é passível de que não diminui em nada a importância de que diariamente contribuem para os avanços da nossa sensibilidade, dos nossos sonhos, dos nossos desejos, dos padrões ou conceitos de sucesso, um conjunto de palavras um tanto desgastadas que coloca em dúvida a nossa trajetória entre o real e o imaginário ou simplesmente viver a vida, como os nossos pais ou na simbologia de que assim caminha a humanidade.

Condutas que se adotam frente à variedade humana como padronização defendida por grupos de influência, entre o ser e o ter e por razões não será como a concepção de padrões de felicidade ou sucesso.

Assim somos nós, os humanos: indivíduos da mesma espécie, mas não a mesma espécie de indivíduos e nela, o que nos diferencia dos animais? O fato de sermos seres racionais ou por se dizer da linguagem e não do instinto, mas o único animal que duvida a começar de si próprio se torna do instinto e não da linguagem.

As variadas respostas indicam suas dependências aos pontos de vista adotados. Não há um consenso, mas o que observamos é a exaustão para ser ou ter para adquirir a coragem necessária para começar a vida. As respostas mais comuns são que a vida humana atinge uma formação suficiente para o seu funcionamento autônomo e se assemelha ao momento do nascimento, passando a sentir que tem condições de fazer os primeiros registros de sua memória, reagindo ao aparecimento e desaparecimento das pessoas mais próximas, o “sinal do espelho”.  E o que nossos semelhantes representam para nós? O que somos um para o outro a não ser apenas um espelho, um eco, uma bússola. O que será que influenciou em nossa trajetória para que pudéssemos ser o que somos hoje?

E isso, porque já é de boa aceitação que a morte é, em nossa sociedade, definida pelo oposto, a saber, e, no entanto, possibilita o principal elemento de quem pensa diferentemente do temor a Deus ou da responsabilidade e do desejo do que dizem os velhos sábios, de nossos dias, tudo é de nossa responsabilidade e não só o conhecido.

Não há outro que zele por nós de quem devemos aguardar o sopro esclarecedor. Não temos porque enxergar o que não podemos ser em nossas fantasias sem desistir de reconhecer no ser humano o estatuto da dúvida, que lhe é inerente e que define sua trajetória no primeiro encontro pela vida e em muitos momentos que possibilitarem devolver os movimentos entre mente, braços e pernas ou de um coração para que possamos simplesmente sentir o calor do abraço renovador deste imenso Universo. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.

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