Pela terceira vez, em um ano e meio, a polícia flagra o funcionamento de videobingo no mesmo casarão de chácara às margens da estrada do bairro do Jaguari, que dá acesso à indústria Ajinomoto a partir do km 128 da Rodovia Anhangüera (SP-330), na zona rural de Limeira. No fim da tarde de ontem, a Polícia Civil voltou a encontrar
A denúncia de que haveria homens armados em estrada rural do bairro Jaguari, na divisa entre Limeira e Americana levou a Polícia Militar a flagrar uma chácara onde funcionava um esquema de bingo eletrônico, além de prender dois seguranças com pistola e espingarda calibre 20. Há 10 meses, a Polícia Civil havia fechado um bingo no local, sem conseguir identificar os responsáveis.
A abordagem ocorreu às 18h30 de anteontem, quando uma equipe da Força Tática abordou W.S., 42 anos, morador de Santa Bárbara d`Oeste e M.P.L., 30, de Americana bem defronte ao imóvel.
O primeiro portava uma pistola Taurus calibre 7,65 PT 57. A arma estava com número de série suprimido, carregada com 12 cartuchos. M. portava a espingarda calibre 20 de dois canos, com sete cartuchos.
Com a chegada de reforços, foi possível descobrir o motivo de os dois homens estarem ali. Eles montavam guarda para o bingo clandestino que funcionava no amplo imóvel, na altura do número 600.
Os muros altos não permitiram que ninguém deixasse o local pelos fundos. Além dos dois homens presos com as armas, foram detidas 30 frequentadores, dois prováveis donos e uma suposta gerente.
O local, que conta com diversos cômodos, tinha capacidade para atender até cem apostadores ao mesmo tempo e era frequentada, segundo a polícia, por pessoas de toda região de Campinas.
Além dos 84 caça-níqueis, foram apreendidos R$ 22,2 mil, livros de contabilidade e as duas armas utilizadas pelos seguranças. A estimativa da polícia é de que a casa arrecadava R$ 20 mil por noite.
A maioria das pessoas que estava jogando era de moradores de Araras, mas havia também duas pessoas de Limeira, Americana, Santa Bárbara d`Oeste, Aguaí, Poços de Caldas e São João da Boa Vista.
Constam na condição de "averiguados" o empresário israelense B.L., 58 anos e seu filho L.Z., 35, além de N.N.N.O., 33, de Santa Bárbara d`Oeste, que negaram envolvimento com a administração do bingo.
De acordo com os policiais, B. admitiu inicialmente que era o dono do local e que N. era sua gerente. Mas depois, seu filho chegou negando tudo e alegou que o pai era apenas um dos frequentadores.
Foram apreendidos diversos computadores, servidores, máquinas de videobingo, pastas com documentos e cheques. O material foi apresentado no plantão e encaminhado ao pátio da União Resgate.
Naturais de Tel Aviv, os israelenses e N. acabaram sendo liberados, a exemplo das pessoas que realizavam apostas. Eles devem responder apenas por contravenção penal por envolvimento com jogos de azar.
Já os dois homens presos com as armas foram autuados em flagrante no plantão pelo delegado Assis Cristofoletti, que os enquadrou por porte ilegal de armas, previsto no Artigo 14 da Lei Federal 10.826/03.
O delegado encaminhou o expediente ao 4º DP, onde ocorrerá a apuração sobre responsabilidades com relação ao esquema de exploração ilegal do jogo de azar e também sobre a propriedade do imóvel.
- Coluna Notícias Policiais com
Assis Cavalcante
- Gazeta de Limeira -
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